Data de nascimento - 13.08.2008

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

2010!

Ano novo!
Chego aqui para postar e atualizar meu diário de mãe.
Bom, o último post foi de 07.outubro. O que acontece depois disso foi a descoberta do meu cancer da tireoide, a cirurgia em 19.outubro, a recuperação, a preparação para nossa viagem de férias, retiradas dos vistos em sp do valmir e do henry, a viagem propriamente dita e o retorno.
E em meio a tudo isso, participando ativamente, o pequeno Henry, motivo único desse blog diário.
Então, mãos a obra atualizar esses meses aí.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Rotina de Mãe

Peguei carona na postagem anterior AQUI e AQUI, agora vou falar da rotina de uma mãe. Sim, porque não tenha a ilusão que só pelo fato de não estar trabalhando 'fora' de casa, você terá autonomia para fazer seu horário da forma que bem entender. Nananinanão.

Existe um serzinho que depende "200%" de você, e você já sabe (porque leu de tudo durante a gravidez) que a rotina e disciplina é essencial para o crescimento e amadurecimento saudável de seu filho.


Podemos falar mais sobre isso se assim o desejarem... mas por hora vou falar de como acontece minha rotina:


7 - 8 horas: Henry acorda (na maioria das vezes eu acordo junto com ele, raramente eu acordo antes. Antes das 8 da manhã eu sou imprestável) - e antes de tira-lo do berço, já troco a fralda e o pijama, abro as cortinas para iluminar o quarto e a janela para trocar o ar.


8:30 - 9 horas: ponho ele no cadeirão e dou o seu cafezinho da manhã - suco de laranja feito na hora, pãozinho bisnaguinha, fruta (pera, banana ou maça) e ele por ali vai se deliciando e assistindo um desenhinho, as vezes ponho um DVD bem legal. 
(enquanto isso, dou uma ajeitada na cozinha, tomo o meu café tbm. As vezes dá tempo de arrumar a minha cama, abrir a casa e tirar o pijama)


9 - 10:30 horas: ele brinca, em casa com os brinquedos, ou vou passear com ele no jardim / parquinho. (nessa hora, já começa a bater um soninho nele)


10:30 - 11:30/12:00 horas: soninho bem gostoso!
(Nessa hora é que eu vou dar uma ajeitada na casa , colocar roupa pra lavar, secar, estender no varal, lavar louça, arrumar a cama, dar uma varrida na sala, catar os brinquedos espalhados, tomar um banho, encaminhar o almoço, fazer a papinha do henry, ligar o computador, ler meus e-mails). CLARO! Nem todo dia faço tudo isso, mas que esse tempo é intenso, isso é.


12:00 horas: Henry acorda, nova troca de fralda, nova troca de roupa, dou o almoço pra ele, almoço tbm (nem sempre)


13:00 horas: Levo ele pra escolinha e volto pra casa (as vezes já emendo aqui uma manicure, um banco, uma farmácia, um supermercado, um médico)


Tarde livre: PRA MIM!! (que nada, cabeça enfiada no computador para dar conta desse mestrado, leituras... passa voando...)


18:00 horas: busco o Henry na escolinha (ele já vem jantado da escolinha)


18:30 - 19:00 horas: banho do Henry, troca, mamadeira (as vezes vai mais um lanchinho ou fruta, suco)


19:00 as 21:00 horas: Henry brinca, assite desenho, fica pela casa.


21:00 horas: Henry dorme!!


Agora vou preparar algo para eu e marido comer, dar mais uma ajeitada na cozinha, assistir algum programa que me interessa, filme, outro banho... mas não passo da 22:30 horas... vou dormir hiper cansada!!


"... todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode as 6 horas da manhã..."


Sábados e Domingos?
A mesma rotina continua, com alguma exceção o marido se anima para dar o banho no Henry e almoçamos fora no sábado OU no domingo, rola também um passeio para o shopping, parque, ou similar.

Profissão X Maternidade

Vou falar de novo de assunto aqui. Já falei outra vez, quando decidi não voltar a trabalhar após o nascimento do Henry. Porém o tempo passa, e as idéias vão amadurecendo.
Emitir uma opinião sobre o assunto, tão polêmico, assim que ele acontece é uma coisa, emitir uma opinião tempos depois é outra.

Vamos lá:
Voltar ao trabalho ou não após o nascimento do filho. Tudo tem prós e contras, portanto, não pense que decisão será melhor, pois ambas exigirão sacrifício e te darão uma certa satisfação. O que se tem que levar em conta são as circunstâncias e os seus valores, como pessoa e como família.

No meu caso, eu já não era muito fã do trabalho que vinha realizando, mais especificamente do ambiente de trabalho, da empresa, extremamente perversa e competitiva. Já planejava (e desejava! o mais importante) não trabalhar mais nesse formato- carteira assinada, ponto pra bater, chefe para tolerar, cobranças para atender.
Em função disso, simultaneamente busquei uma outra opção, e na semana em que fiquei sabendo que estava grávida, também soube da aprovação em um mestrado na universidade federal. Levei o trabalho, a gravidez e o primeiro ano de mestrado tudo junto!
Somado à esse novo caminho que começou a se desenhar para minha vida profissão, não tenho família aqui em Curitiba que possa me dar um apoio nos cuidados com o Henry, e a empresa que trabalhava ficava há uma hora de distância da minha casa.

Foi assim, uma conjunção de fatores que me levaram a decidir não voltar a trabalhar, não foi apenas uma decisão, a vida foi mostrando as opções (sinais sutis). Contudo, é difícil se libertar do monstro do 'salário', reinventar a vida num outro formato - como mãe, dona-de-casa. Hà a solidão nesse trabalho, não há colegas de trabalho. A sensação de um certo vazio e de estar 'desconectada' do mundo, como se todos tivessem passado a sua frente e você ficou para trás. Por não ter voltado a trabalhar, somente agora, após um ano de vida do Henry é que sinto que a vida começa a voltar o normal, aquela sensação de dieta, pós parto, retomada, se extendeu mais do que pos 5 meses de licença.

Volte e meia eu paro pra pensar em como seria SE.... não conseguiria viver com a culpa de não estar cuidando do meu próprio filho, isso seria muito sofrido. Não conseguiria conciliar o meu cansaço do dia de trabalho com a necessidade de dar atenção a ele. Apesar de toda dificuldade, estranheza e  rotina que enfrento hoje... poderia ser muito pior.

Mas essa decisão eu só pude tomar em total acordo comigo mesma, com minha consciência em primeiro lugar, e com meu marido que sempre me apoiou. Hoje, eu ganho uma bolsa de estudo do mestrado que me permite deixar o Henry meio período numa escolinha bem pertinho daqui de casa, desde os 10 meses de idade, e nesse período me dedico aos estudos e outras atividades, o que tem me feito muito bem!

Tenho planos profissionais pro futuro SIM, nosso padrão de vida alterou muito SIM, sou muito criticada pela minha família SIM (por ter 'largado a carreira'), sofro preconceito de outras mulheres SIM.

Mas essa são algumas consequencias dessa minha escolha.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Tireóide

Demorei um ano para engravidar! Um ano sem tomar anticoncepcional e não engravidei. Ao fazer os exames de rotina descobrimos uma pequena alteração na tireóide - hipotireoidismo.
Consultei um endocrinologista, receitou tomar Puran T4 50 mg todos os dias. Dois meses depois eu estava grávida!

Passada a gravidez, e com certo relaxo da minha parte, após um ano consultei novamente um endocrinologista que solicitou um bateria de exames. Constatado: inflamação crônica na tireóide, tireoidite de hashimoto.

O corpo sofre alterações após uma gravidez, os hormônios se alteram, é preciso uma investigação médica para nos reestabelecermos em relação à saúde.

Hoje pela manhã realizei o exame de pulsão da tireóide, que significa tirar o líquido do nódulo instalado na tireóide para biópsia. Meio desagradável, mas necessário.

Não brinque com sua saúde! Depois que o bebe nasce, nos dedicamos exclusivamente à eles e esquecemos de nós.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Cuide bem do seu bebe!

È muito triste ler uma notícias dessas. Mas é a prova real de que bom senso maternal, respeito e amor são essenciais para se criar um filho.

Casal é condenado por homicídio por tratar bebê com homeopatia

O casal Thomas e Manju Sam foi preso em Sydney, na Austrália, por ter deixado sua filha Gloria, de 9 meses e meio, morrer de septicemia e desnutrição, consequências de um severo caso de eczema.
O casal foi condenado por homicídio culposo. A pena combinada dos dois chega a um mínimo de 10 anos de prisão, sendo que o pai deve cumprir pelo menos seis anos e a mãe deve cumprir pelo menos quatro.
Thomas Sam, de 42 anos, e Manju Sam, de 37, se recusaram a buscar ajuda médica durante os quatro meses e meio em que a criança esteve doente, preferindo tratá-la com homeopatia.
Sam é médico homeopata e tratou a filha sozinho, até que ela desenvolveu uma úlcera no olho esquerdo e foi levada a um hospital, dois dias antes de morrer.
O juiz Peter Johnson, da Suprema Corte de Nova Gales do Sul, disse que a bebê sofreu desnecessariamente por causa de uma condição que é tratável.
Quando morreu, Gloria pesava apenas dois quilos a mais do que quando nasceu, e seu cabelo, que era preto, havia se tornado branco. Sua pele estava coberta de feridas e ela sofria de uma infecção.
Segundo a imprensa australiana, especialistas afirmam que, se Gloria tivesse sido levada ao hospital alguns dias antes, ela teria sobrevivido.
Segundo o juiz, o sofrimento do bebê seria óbvio para os pais e Thomas Sam demonstrou "uma atitude arrogante em relação ao que ele via como benefícios superiores da homeopatia em comparação com a medicina tradicional".
A mãe, que cedeu ao marido, "falhou com a criança em seu dever mais importante, com resultados fatais", disse o juiz.
Gloria morreu em maio de 2002 e, desde então, o casal teve outro filho, que também sofreu de eczema, segundo a imprensa australiana.
Por BBC, BBC Brasil, Atualizado: 29/9/2009 6:03

Recomendo

Mais um blog/site sobre maternidade.
Muito bem ilustrado, muito bem escrito. Confira lá!

http://www.papodemae.com.br/

Henry no Supermercado

Quando o Henry era bebezinho a gente levava ele no supermercado..... era bem tranquilo! Depois que ele começou a ir na escola, eu passei a fazer supermercado sozinha - prático e rápido.
Mas, nesse final de semana, levamos o Henry passear no mercado, olha o resultado: